DOE 25/05/2010 – P.1 DECRETO Nº 55.848, DE 24 DE MAIO DE 2010 Dispõe sobre o funcionamento das repartições públicas estaduais nos dias que especifica e dá providências correlatas ALBERTO GOLDMAN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais, Considerando a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de Futebol de 2010, a realizar-se na África do Sul; Considerando que, no horário da realização dos jogos disputados pela Seleção Brasileira, todas as atenções estarão voltadas para esse evento; e Considerando, contudo, que o fechamento das repartições públicas estaduais nos dias de jogos deve se efetuar sem redução das horas de trabalho semanal a que os servidores públicos estaduais estão sujeitos nos termos da legislação própria, Decreta: Artigo 1º - O expediente das repartições públicas estaduais nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na primeira fase da Copa do Mundo de Futebol de 2010, terá seu encerramento ou início fixado na seguinte conformidade: I - no dia 15 de junho - terça-feira, encerramento às 14:00hs; II - no dia 25 de junho - sexta-feira, início às 14:00hs. Artigo 2º - Em decorrência do disposto no artigo 1º deste decreto, os servidores deverão compensar as horas não trabalhadas, à razão de 1 (uma) hora diária, observada a jornada de trabalho a que estiverem sujeitos. § 1º - Caberá a cada Secretário de Estado e Procurador Geral do Estado determinar a escala de compensação a ser feita de acordo com o interesse e a peculiaridade do serviço. § 2º - A não compensação das horas de trabalho acarretará os descontos pertinentes ou, se for o caso, falta ao serviço no dia sujeito à compensação. Artigo 3º - As repartições públicas que prestam serviços essenciais e de interesse público, que tenham o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal nos dias mencionados no artigo 1º deste decreto. Artigo 4º - Caberá às autoridades competentes de cada Secretaria de Estado fiscalizar o cumprimento das disposições deste decreto. Artigo 5º - Os dirigentes das Autarquias Estaduais e das Fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público poderão adequar o disposto neste decreto às entidades que dirigem. Artigo 6º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. Palácio dos Bandeirantes, 24 de maio de 2010 ALBERTO GOLDMAN VIVA O "ÓPIO"... VIVA O PÃO E CIRCO... VIVA A CASA DA MÃE JOANA... VIVA A INDÚSTRIA CULTURAL E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA... VIVA A MASSA MOFADA E AMORFA... VIVA A MAIOR SACADA/SACANAGEM DOS ANOS ELEITORAIS... COPA DO MUNDO + POVO IGNORANTE= CORRUPÇÃO, PÉSSIMOS ADMINISTRADORES E CONTINUAÇÃO DAS POLÍTICAS AOS MOLDES DESCRITOS POR MAQUIAVEL... VALE TUDO PRA SE DAR BEM COM O DINHEIRO PÚBLICO (VULGO PRIVADO)... VALE TUDO PRA CONTINUAR MAMANDO ÀS CUSTAS DA CLASSE MÉDIA (ÚNICA QUE TRABALHA E PAGA SEUS INFINDÁVEIS IMPOSTOS NO PAÍS)... VALE TUDO PRA MANTER TODOS EM SUAS CAVERNAS... FELIZES COMO HIENAS! |
Este espaço foi criado para que outras pessoas existam mais do que eu mesma... outras pessoas dentro de mim... mais que heterônimas, homônimas, máscaras... pessoas que sou muito mais que eu mesma... pois quando as sou... sei que não preciso mais representar.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
COPA DO MUNDO 2010 - PARA ALIENAÇÃO: TUDO... PARA QUALIDADE DOS SERVIÇOS: NADA!
terça-feira, 25 de maio de 2010
A EDUCAÇÃO FAZ DE CONTA

ERA UMA VEZ UMA ESCOLA QUE RECEBIA TODOS DA CULTURA SOCIAL,- MAS NÃO ERA PREPARADA PRA RECEBER NINGUÉM-, TODOS OS TIPO DE VALORES MORAIS, TODOS OS TIPOS DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO, TODOS OS TIPO DE PERFIL PSICOLÓGICO, TODOS OS TIPO DE LIMITAÇÃO FÍSICA OU MENTAL; E EM SUAS SALAS DE MAIS DE 40 ALUNOS IA "ACOMODANDO" TODOS, SEM VENTILAÇÃO NATURAL ADEQUADA, ILUMINAÇÃO INSUFICIENTE, VENTILADORES DESPENCANDO, SALAS EMPOEIRADAS, CARTEIRAS AOS PEDAÇOS, MATERIAL DE TRABALHO (GIZ E LOUSA) EM PÉSSIMO ESTADO, BIBLIOTECA EM FRANGALHOS, SALA DE INFORMÁTICA COMO DEPÓSITO (IMPOSSÍVEL CABER TUDO E TODOS); MAS DAVAM NOS INTERVALOS UM SUSPEITA MERENDA ENLATADA FEITO RAÇÃO, DAVAM LIVROS NÃO ESCOLHIDOS PELO CORPO DOCENTE, APOSTILAS CHEIAS DE IMPOSSIBILIDADES, MAS DAVAM, DAVAM O ESPAÇO PARA A MEDIOCRIDADE; E TODOS ESTAVAM NESSE ESPAÇO DE CASTRAÇÃO ONÍRICA, OS FAZEDORES DE CONTOS SEM FADAS, TODOS OS PALHAÇOS DESSE CIRCO SEM LONA, SEM GRAÇA, NA DESGRAÇA SOCIAL QUE CHAMAM EDUCAÇÃO. O CONTEÚDO CADA VEZ MAIS REDUZIDO A "HABILIDADES E COMPETÊNCIAS" NUM PROCESSO DE CONTROLE/DOMESTICAÇÃO DOS IMPULSOS CRIATIVOS, COMPETITIVOS E DE SUPERAÇÃO DA APATIA; RESENTANDO O QUE O PODER QUER: UM ESPETÁCULO QUE NÃO DEVER DAR CERTO, NÃO PODE DAR CERTO, NÃO PRECISA DAR CERTO, APENAS REPRODUZIR A BARBÁRIE DA OMISSÃO, DE NOSSAS VIDAS SUBJETIVAS PARA NOSSAS PRÁTICAS OBJETIVAS. ERA UMA VEZ UMA ESCOLA, AMBIENTE DO CONHECIMENTO, QUE TORNOU-SE POR "NECESSIDADE" SOCIAL UM AMBIENTE DE EXCLUSÃO DO CONHECIMENTO, PSEUDOS SÃO TODOS OS SEUS ATOS, DO PLANEJAMENTO A AVALIAÇÃO... POR ISSO AGRADEÇO POR NÃO TER SIDO FORJADO NOS CONTOS DA CAROCHINHA.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
GOSTEI DESSA ANÁLISE SOBRE A TV
A mágica da TV
O Brasil é um dos poucos grandes países do mundo cuja TV não apresenta sequer um programa de debates políticos em suas redes nacionais. Continuamos seguindo o modelo descrito por Bourdieu: uma TV que mostra o irrelevante para esconder o que interessa.
Laurindo Lalo Leal Filho
A meu ver, quem melhor definiu a manipulação televisiva foi o sociólogo francês Pierre Bourdieu. Ele a comparou ao mágico que, no palco, chama atenção para uma de suas mãos agitando um lenço enquanto com a outra, disfarçadamente, tira as moedas (ou a pomba) da manga. A TV, para ele, faz a mesma coisa. Destaca o supérfluo para esconder o essencial. Isso é todo dia. Mas, no Brasil, quando tem seleção de futebol no meio chega as raias do insuportável.
Na última semana, a entrevista do técnico Dunga contando as razões que o levaram a chamar este ou aquele jogador para a seleção ocupou horas e horas das diversas programações. Sem falar nos comentários abalizados dos diversos especialistas. Não que num país como nosso a convocação do escrete não seja importante. Mas tudo deveria ter um certo limite. Afinal quanta coisa muito mais relevante para sociedade não poderia estar sendo mostrada naqueles horários, sem que o público deixasse de saber quais os craques que irão representar o Brasil na África do Sul. Dou um exemplo.
Manhã de quarta-feira, 12 de maio. Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, milhares de trabalhadores rurais vindos de todos os cantos do país se reúnem para dar início à 16a. edição do Grito da Terra Brasil, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Em seguida fazem um protesto contra a bancada ruralista em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e encaminham uma pauta com mais de duzentas reivindicações ao presidente Lula. À tarde se concentram em frente ao Ministério do Trabalho e depois vão ao Congresso Nacional, onde encerram a manifestação.
Na pauta dos trabalhadores rurais está o combate ao trabalho escravo e a revisão do Código Florestal que permite o uso do FGTS para compra de imóveis rurais. À noite o Jornal Nacional, o único informativo da maioria da população brasileira, dedicou exatos 15 segundos ao assunto. O seu apresentador disse o seguinte: “Trabalhadores rurais foram hoje a Brasília para a Manifestação do Grito da Terra. Na Esplanada dos Ministérios, eles pediram mais recursos para a agricultura familiar e a reforma agrária. Foram recebidos pelo presidente Lula, que prometeu mais dinheiro para o setor”. E só. Nada sobre os ruralistas, o trabalho escravo e o Código Florestal.
Um dia antes, no mesmo jornal, o técnico Dunga sentou-se na bancada, ao lado dos apresentadores, e discorreu sobre suas decisões por nada menos do que seis minutos e 54 segundos. E para os dias seguintes eram prometidas reportagens especiais com cada um dos 23 jogadores por ele convocados. O supérfluo – a mão que balança o lenço – segue firme no ar, com o futebol recebendo generosos espaços para longas entrevistas, amplas discussões e análises aprofundadas, acompanhadas de replays, tira-teimas, gráficos e alentadas estatísticas. Você já imaginou o que seria deste país se todo esse empenho fosse dedicado também ao essencial? Se o Grito da Terra Brasil servisse de gancho (como se diz no jargão jornalístico) para análises da questão fundiária com o mesmo tempo e a mesma tecnologia destinadas ao futebol?
O Brasil é um dos poucos grandes países do mundo (em tamanho e importância política) cuja televisão não apresenta sequer um programa de debates políticos em suas redes nacionais. Há algumas entrevistas, poucas e mal ajambradas do tipo Roda Viva e Canal Livre. Debate que é bom, nada. Continuamos seguindo direitinho o modelo descrito por Bourdieu: uma televisão que esconde, mostrando. Mostra o irrelevante para esconder o que interessa.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).
O Brasil é um dos poucos grandes países do mundo cuja TV não apresenta sequer um programa de debates políticos em suas redes nacionais. Continuamos seguindo o modelo descrito por Bourdieu: uma TV que mostra o irrelevante para esconder o que interessa.
Laurindo Lalo Leal Filho
A meu ver, quem melhor definiu a manipulação televisiva foi o sociólogo francês Pierre Bourdieu. Ele a comparou ao mágico que, no palco, chama atenção para uma de suas mãos agitando um lenço enquanto com a outra, disfarçadamente, tira as moedas (ou a pomba) da manga. A TV, para ele, faz a mesma coisa. Destaca o supérfluo para esconder o essencial. Isso é todo dia. Mas, no Brasil, quando tem seleção de futebol no meio chega as raias do insuportável.
Na última semana, a entrevista do técnico Dunga contando as razões que o levaram a chamar este ou aquele jogador para a seleção ocupou horas e horas das diversas programações. Sem falar nos comentários abalizados dos diversos especialistas. Não que num país como nosso a convocação do escrete não seja importante. Mas tudo deveria ter um certo limite. Afinal quanta coisa muito mais relevante para sociedade não poderia estar sendo mostrada naqueles horários, sem que o público deixasse de saber quais os craques que irão representar o Brasil na África do Sul. Dou um exemplo.
Manhã de quarta-feira, 12 de maio. Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, milhares de trabalhadores rurais vindos de todos os cantos do país se reúnem para dar início à 16a. edição do Grito da Terra Brasil, organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Em seguida fazem um protesto contra a bancada ruralista em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e encaminham uma pauta com mais de duzentas reivindicações ao presidente Lula. À tarde se concentram em frente ao Ministério do Trabalho e depois vão ao Congresso Nacional, onde encerram a manifestação.
Na pauta dos trabalhadores rurais está o combate ao trabalho escravo e a revisão do Código Florestal que permite o uso do FGTS para compra de imóveis rurais. À noite o Jornal Nacional, o único informativo da maioria da população brasileira, dedicou exatos 15 segundos ao assunto. O seu apresentador disse o seguinte: “Trabalhadores rurais foram hoje a Brasília para a Manifestação do Grito da Terra. Na Esplanada dos Ministérios, eles pediram mais recursos para a agricultura familiar e a reforma agrária. Foram recebidos pelo presidente Lula, que prometeu mais dinheiro para o setor”. E só. Nada sobre os ruralistas, o trabalho escravo e o Código Florestal.
Um dia antes, no mesmo jornal, o técnico Dunga sentou-se na bancada, ao lado dos apresentadores, e discorreu sobre suas decisões por nada menos do que seis minutos e 54 segundos. E para os dias seguintes eram prometidas reportagens especiais com cada um dos 23 jogadores por ele convocados. O supérfluo – a mão que balança o lenço – segue firme no ar, com o futebol recebendo generosos espaços para longas entrevistas, amplas discussões e análises aprofundadas, acompanhadas de replays, tira-teimas, gráficos e alentadas estatísticas. Você já imaginou o que seria deste país se todo esse empenho fosse dedicado também ao essencial? Se o Grito da Terra Brasil servisse de gancho (como se diz no jargão jornalístico) para análises da questão fundiária com o mesmo tempo e a mesma tecnologia destinadas ao futebol?
O Brasil é um dos poucos grandes países do mundo (em tamanho e importância política) cuja televisão não apresenta sequer um programa de debates políticos em suas redes nacionais. Há algumas entrevistas, poucas e mal ajambradas do tipo Roda Viva e Canal Livre. Debate que é bom, nada. Continuamos seguindo direitinho o modelo descrito por Bourdieu: uma televisão que esconde, mostrando. Mostra o irrelevante para esconder o que interessa.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial).
terça-feira, 18 de maio de 2010
NÃO SEI VOCÊ, MAS EU PRECISO
Um dia de Domingo
(Gal Costa)
Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento
Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração
Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento
Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração
(Gal Costa)
Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento
Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração
Eu preciso te falar
Te encontrar de qualquer jeito
Pra sentar e conversar
Depois andar de encontro ao vento
Eu preciso respirar
O mesmo ar que te rodeia
E na pele quero ter
O mesmo sol que te bronzeia
Eu preciso te tocar
E outra vez te ver sorrindo
E voltar num sonho lindo
Já não dá mais pra viver
Um sentimento sem sentido
Eu preciso descobrir
A emoção de estar contigo
Ver o sol amanhecer
E ver a vida acontecer
Como um dia de domingo
Faz de conta que ainda é cedo
Tudo vai ficar por conta da emoção
Faz de conta que ainda é cedo
E deixar falar a voz do coração
sábado, 15 de maio de 2010
Do Milu ao Dudu
GANHEI UM FOX TERRIER QUE MINHA FILHA LOGO CHAMOU DE DUDU, E É IMPOSSÍVEL DESVINCULÁ-LO DO QUERIDO CACHORRO DE TINTIN, (PARA SAUDOSISTAS COMO EU) DAS AVENTURAS DE TINTIN, AQUELE JORNALISTA QUE ADORAVA DESVENDAR CASOS PERIGOSOS, PARA ISSO CONTAVA COM SEU FIEL CACHORRO... O FOX TERRIER DO PELO DURO... COMO O QUE EU GANHEI... MAS UMA "INVENÇÃO DE MODA", COMO DIZ MAMÃE, COMO SE VOCÊ JÁ NÃO TIVESSE O QUE FAZER... ENFIM... EU SOU ASSIM... QUANTO PIOR, MELHOR E VICE-VERSA...
QUER SABER MAIS SOBRE DESENHO ANIMADO... GOSTEI DESTE SITE: http://www.tvsinopse.kinghost.net/a/aventtintin.htm
Sêneca e outras resenhas...
Sêneca escreveu As Relações Humanas em sua velhice quando já se tinha retirado da Corte para sua casa de campo. É uma série de cartas que ele dirige a Lucílio, não apenas um discípulo à distância, mas um amigo com quem ele partilha conhecimentos. A amizade é concebida como uma relação em que as parte se doam em envolvimento profundo, tal como ele diz inicialmente: "tu não poderás ler-me, não poderás lucrar com as minhas cartas se não souberes o que devemos ser um para o outro, se não compreenderes que essa troca de cartas deve também ser uma troca de almas". Assim, as cartas consagradas à amizade é um prelúdio que exorta o discípulo a cultivar com o mestre uma amizade virtuosa e inteira, para em seguida propiciar o desenvolvimento de temas mais aprofundados, aqueles que levarão o amigo à sabedoria. É assim que na seqüência vem os temas da eloqüência e dos livros, da atitude do sábio diante da morte, e, por último, a filosofia. Procura-se conduzir uma alma de qualidade à sabedoria, a discernir os verdadeiros valores, a viver segundo a Razão, a guiá-la para a contemplação da Natureza, portanto do Divino. O verdadeiro conhecimento é aquele que permite descobrir a Natureza e viver em harmonia com ela. Sobretudo, ele nos liberta do medo da morte. É missão do filósofo levar o homem a superar essa angústia. Meditações aprofundadas sobre a morte, sobre a amizade, sobre a filosofia, são encaminhadas a seu destinatário. O professor-amigo é uma chama viva, sempre à procura, dando de si ao outro para dar-se a si mesmo. Nas relações humanas o perigo é coisa de todos os dias, escreve a Lucílio. Orientava o filósofo que precaver-se bem contra este perigo, estando sempre de olhos bem abertos: não há nenhum outro tão frequente, tão constante, tão enganador! A tempestade ameaça antes de rebentar, os edifícios estalam antes de cair por terra, o fumo anuncia o incêndio próximo: o mal causado pelo homem é súbito e disfarça-se com tanto mais cuidado quanto mais próximo está. Faz-se mal em confiar na aparência das pessoas que a nós nos dirigem: têm rosto humano, mas instintos de feras. Só que nestas apenas o ataque direto é perigoso; se nos passam adiante não voltam atrás à nossa procura. Aliás, orienta Sêneca, somente a necessidade as instiga a fazer mal; a fome ou o medo é que as forçam a lutar. O homem, esse, destrói o seu semelhante por prazer. Tu, contudo, pensando embora nos perigos que te podem vir do homem, pensa também nos teus deveres enquanto homem. Evita, por um lado, que te façam mal, evita, por outro, que faças tu mal a alguém. Alegra-te com a satisfação dos outros, comove-te com os seus dissabores, nunca te esqueças dos serviços que deves prestar, nem dos perigos a evitar. Que ganharás tu vivendo segundo esta norma? Se não evitas que te façam mal, pelo menos consegues que te não tomem por tolo. Acima de tudo, porém, refugia-te na filosofia: ela te protegerá no seu seio, neste templo sagrado viverás seguro ou, pelo menos, mais seguro. A sabedoria de Sêneca não se limitava a teoria. Sua prática voltava-se para si mesmo, numa passagem ele pergunta: Que progresso já consegui? Comecei a ser amigo de mim mesmo. RESENHAS DIZEM POUCO SOBRE UMA OBRA OU AUTOR, COMO UM BREVE PAPO COM AMIGO NUM BAR NUM FINAL DE TARDE DE SÁBADO, MAS INSTIGAM A SABER MAIS, DO AMIGO (QUEM SABE) MAS DO LIVRO, COM CERTEZA. QUER MAIS RESENHAS DE OBRAS INTERESSANTES? | ||||
sexta-feira, 14 de maio de 2010
As escolhas e as memórias
Sou uma pessoa muito ligada aos sonhos, pois eles representam situações como respostas a dilemas, a realização de desejos ou a previsão de situações angustiantes... enfim... me são comuns sonhos para aprender, me alimentar de saudades e me assustar com as teimosias do meu ser...
Essa semana sonhei com uma engenhosa e surreal alegoria. Meu corpo nu (deve ser porque durmo assim) foi jogado num espaço que se faz, enquanto é feito se desfaz, num eterno devir, ou seja, ele se faz e em seguida já se torna passado, como uma construção cinematográfica, em fragmentos que dão à falsa idéia de continuidade.
Jogada em um caleidoscópio/prisma de portas, onde a cada porta que adentrava encontrava numa sala, além do conteúdo da minha escolha, outra saleta com mais portas, com cheiros, cores ou imagens sugestivas da imagem imediatamente encontrada... e indefinidamente tinha que escolher portas para trocar de cômodo/tempo pois o espaço onde me encontrava ia se desintegrando com o passar do tempo, jamais poderia permanecer, a cada segundo, quanticamente, minha intuição inata, dentro das opções da minha percepção e memória - que arrastamos dos objetos ausentes para busca-los no auxílio não só as novas escolhas a convivência e adaptação com o imediato escolhido, reconhecendo as escolhas repetidas e, caso contrário, sabendo decodificar as novas escolhas, as novas imagens, sempre associadas ao já vivido... vivenciado... intuído - me lembrava de olhar as portas e escolher, não tinha como voltar, não tinha pra onde voltar, sempre novas sugestões, nunca sabendo a quais portas cada nova porta escolhida disporia para a "degustação", carregando a memória das portas anteriores, que permitisse dar sentido ao que conhece, mesmo sendo novo, velho lhe parece, são dobras ou justaposições do passado ao presente, como fios das Moiras, fui percebendo que a duração era efêmera, de tudo, de todos, a cada instante, mesmo que escolhesse uma porta que representasse uma imagem semelhante a que estava vivendo, novos e inesperados elementos surgiam; o inesperado diante de cada passo, de cada decisão me levou a um cansaço e na repetição da contínua e interminável abertura de portas levou-me ao desgaste material do corpo/sentidos/sensações; detalhes começaram a escapar às escolhas, confusão e enfado, até que deixei as alternativas a cargo do vento (caso este quisesse abrir alguma porta), da sorte, do acaso ou da necessidade da pressão do meu corpo a porta (devido a encolha do tempo, interpenetração)...
Acordei presa ao edredom e ao abrir os olhos, desprendendo-me da prisão do leito, dolorida pela trama do tecido, quente e suada pela luta corporal com Jung e Heidegger, senhores dos sonhos, a sensação de escolha permanecia: livre no mecanicismo imanente ou alienada na arrogância de uma possível liberdade absoluta (banho... café... terninho... alimentar os peixes... e ...)
quinta-feira, 13 de maio de 2010
My sacrifice - exercise inglesh
RESOLVI VOLTAR AO INGLÊS, A FACULDADE, A TERAPIA, A LEITURA... SÓ FUNCIONO MUITO OCUPADA, SEM TEMPO PARA AS MASTURBAÇÕES, QUALQUER UMA...
My Sacrifice
Hello my friend we meet again
It's been a while where should we begin...feels like forever
Within my heart are memories
Of perfect love that you gave to me
I remember
Hello my friend we meet again
It's been a while where should we begin...feels like forever
Within my heart are memories
Of perfect love that you gave to me
I remember
When you are with me
I'm free...I'm careless...I believe
Above all the others we'll fly
This brings tears to my eyes
My sacrifice
We've seen our share of ups and downs
Oh how quickly life can turn around in an instant
It feels so good to reunite
Within yourself and within your mind
Let's find peace there
When you are with me
I'm free...I'm careless...I believe
Above all the others we'll fly
This brings tears to my eyes
My sacrifice
I just want to say hello again
I just want to say hello again
When you are with me
I'm free...I'm careless...I believe
Above all the others we'll fly
This brings tears to my eyes
When you are with me
I'm free...I'm careless...I believe
Above all the others we'll fly
This brings tears to my eyes
My sacrifice
I'm free...I'm careless...I believe
Above all the others we'll fly
This brings tears to my eyes
My sacrifice
My sacrifice
(I just want to say hello again)
I just want to say hello again
My sacrifice.
A TAREFA DE CASA PODIA TER SIDO MAIS LEVE... NÃO POSSO DESISTIR DO INGLÊS...
(I just want to say hello again)
I just want to say hello again
My sacrifice.
A TAREFA DE CASA PODIA TER SIDO MAIS LEVE... NÃO POSSO DESISTIR DO INGLÊS...
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Cadê o fio de Ariadne?
Sabendo que nosso inconsciente é um labirinto
E nossos sentimentos estão escondidos em seus cantos
Num descuido de amadores
Vamos deixando o sentimento que inventamos dos outros também entrarem
Digo inventamos sim
Recontamos pra nós o que ouvimos e vemos
Como nos convém
Vamos abrindo portas e mais portas
Com chaves, trancas, tramelas diversas
Requintes em portas aparentemente frágeis.
Quando não abrimos
Entram pelos vãos abaixo delas
Entram pelas portinholas na altura dos olhos da alma
Ou por outras com dobradiças para os cães na altura dos calcanhares de Aquiles
E como peraltice de esconde-esconde em biblioteca centenária
Os sentimentos não conseguem sair por onde entraram
Confundem nossas gavetas em prateleiras organizadas
Desarrumam nossos cabelos, pelos e pesadelos
Não encontram o minotauro para lhes devorar
Esperam por Cronos
a desfacelar-lhes as possibilidades
Ou pelas asas de Ícaro
para voar ao baile de onde não deveria ter saído.
E nossos sentimentos estão escondidos em seus cantos
Num descuido de amadores
Vamos deixando o sentimento que inventamos dos outros também entrarem
Digo inventamos sim
Recontamos pra nós o que ouvimos e vemos
Como nos convém
Vamos abrindo portas e mais portas
Com chaves, trancas, tramelas diversas
Requintes em portas aparentemente frágeis.
Quando não abrimos
Entram pelos vãos abaixo delas
Entram pelas portinholas na altura dos olhos da alma
Ou por outras com dobradiças para os cães na altura dos calcanhares de Aquiles
E como peraltice de esconde-esconde em biblioteca centenária
Os sentimentos não conseguem sair por onde entraram
Confundem nossas gavetas em prateleiras organizadas
Desarrumam nossos cabelos, pelos e pesadelos
Não encontram o minotauro para lhes devorar
Esperam por Cronos
a desfacelar-lhes as possibilidades
Ou pelas asas de Ícaro
para voar ao baile de onde não deveria ter saído.
terça-feira, 11 de maio de 2010
"Em algum lugar do passado"
Maldito tempo que não volta atrás
Cheguei atrasada
Desgraçado espaço que nos distanciou
Andamos por outros caminhos
Infeliz acaso caótico e de mal gosto
Que faz as coisas parecerem naturais
Nossa culpa?
Nossas escolhas?
Nossas verdades?
Destino?
Já que não fez em momento mais oportuno, que não tivesse feito nunca, jamais, em tempo algum, nenhum lugar...
Os amaldiçoo pela ironia com que tratam a minha pobre alma desarmada de tuas façanhas mordazes.
Cheguei atrasada
Desgraçado espaço que nos distanciou
Andamos por outros caminhos
Infeliz acaso caótico e de mal gosto
Que faz as coisas parecerem naturais
Nossa culpa?
Nossas escolhas?
Nossas verdades?
Destino?
Já que não fez em momento mais oportuno, que não tivesse feito nunca, jamais, em tempo algum, nenhum lugar...
Os amaldiçoo pela ironia com que tratam a minha pobre alma desarmada de tuas façanhas mordazes.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Acreditas?
Bebi exageradamente
Gargalhei demasiadamente
Chorei angustiada nas idas intermináveis e necessárias ao banheiro
Falei pelos cotovelos
Mas ninguém me ouvia
Ninguém dá ouvidos a bêbados
Só quem está menos são que estes
Ou tem menos juízo
Juízo, lembra dele?
Não acredito que ele possa fazer alguém feliz.

Hathor, deusa do amor e da alegria na Mitologia egípcia. Hator é uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa das mulheres, dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança, da fertilidade e da necrópole de Tebas, pois sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.
Obs. Há quem não goste, mas a mitologia egípcia está entre as minhas favoritas.
Gargalhei demasiadamente
Chorei angustiada nas idas intermináveis e necessárias ao banheiro
Falei pelos cotovelos
Mas ninguém me ouvia
Ninguém dá ouvidos a bêbados
Só quem está menos são que estes
Ou tem menos juízo
Juízo, lembra dele?
Não acredito que ele possa fazer alguém feliz.
Hathor, deusa do amor e da alegria na Mitologia egípcia. Hator é uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa das mulheres, dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança, da fertilidade e da necrópole de Tebas, pois sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.
Obs. Há quem não goste, mas a mitologia egípcia está entre as minhas favoritas.
domingo, 9 de maio de 2010
DIA DAS MÃES
ACORDEI DE RESSACA...
CANSAÇO DA SEMANA MAL DORMIDA...
TELEFONE TOCOU...
FAMÍLIA AVISANDO QUE TODOS VIRIAM PRA MINHA CASA...
(ENGRAÇADO... COZINHO MAL... RECEBO MAL...MESMO ASSIM... TODOS QUEREM MEU QUINTAL... MINHAS REDES... MINHAS ORQUÍDEAS... MEUS PÉS DE FRUTAS: ACEROLA, GOIABA, COCO, TANGERINA, PITANGA, CANA, ABACAXI)
SEMPRE GOSTEI DE CASA (OS APARTAMENTOS NÃO POSSIBILITAM FUGAS RÁPIDAS)
MINHA CADELA E MEU GATO TAMBÉM GOSTAM,
TAMBÉM TEM A CASA DE ABELHAS NUMA CABAÇA NA VARANDA... E MEU AQUÁRIO NA SALA... SERES VIVOS QUE DÃO A CASA ESSE AR DE ANIMAÇÃO CONSTANTE... MESMO QUE O AR ESTEJA PARADO, NAQUELES DIAS EM QUE A DENSIDADE DO TEMPO PARECE IMPOSSIBILITAR MOVIMENTOS BRUSCOS.
A FAMÍLIA FOI CHEGANDO. COM SUAS SACOLAS DE MERCADO.
A CASA ESTAVA ARRUMADA E O QUINTAL LIMPO. CADA UM FOI ESCOLHENDO UM LOCAL PARA SE ACOMODAR.
ABRAÇOS E CUMPRIMENTOS PELO DIA DAS MÃES.
AINDA ESTAVA AÉREA, SONOLENTA, DEPOIS DE ASSISTIR FAGNER NO BEM BRASIL (CANTEIROS/CECÍLIA MEIRELES)... PORÉM... PRA ISSO TEM SOLUÇÃO, PIOR SERIA SE TIVESSE INTERPRETADO FLORBELA... ENFIM... FELIZMENTE... RSRSRS... DEPOIS DA TERCEIRA CERVEJA MELHOREI O HUMOR E, TIVE A SENSAÇÃO QUE ESTAVA COMO UMA MOSCA, NAQUELE AMBIENTE FAMILIAR BARULHENTO E ENFUMAÇADO PELA GAROA E CHURRASQUEIRA; OUVIA-SE OS PALPITES SOBRE A EDUCAÇÃO DE FILHOS... RECEITAS CULINÁRIAS... COMENTÁRIOS SOBRE NOVELA... FUTEBOL... JOGOS DE VIDEOGAME... OFERTAS DE MERCADO... PRESENTES... RELACIONAMENTOS... REGIMES... PARENTES DISTANTES... FILHOS INGRATOS... PIADAS HORRÍVEIS...
BEBER, FALAR, COMER, FALAR, COMER, BEBER, FALAR...
LAVAR A LOUÇA
FUTEBOL NA TV DO QUARTO, GAME NA TV DA SALA, MÚSICA DE GOSTO QUESTIONÁVEL NO QUINTAL, MENINAS BRINCANDO DE CASINHA NO QUARTO (REPRODUÇÃO DA BARBÁRIE FAMILIAR)
SOBREMESA
FALAR, COMER, FALAR, COMER, FALAR.
LAVAR A LOUÇA
CAFÉ
BEBER, FALAR, BEBER, FALAR.
CRIANÇAS CHORANDO, MÃES REUNINDO SACOLAS PARA IREM EMBORA
LAVAR A LOUÇA
TUDO EM SEUS LUGARES
VAMOS PRO PORTÃO, DESPEDIDAS/AGRADECIMENTOS/DESCULPAS
CASA VAZIA
UM BELO BANHO EM FAMÍLIA
DOS PÉS A CABEÇA...
HUMANIZAR-SE
ENROLADA NA TOALHA...
ALIMENTAR OS PEIXES...
TOMAR UM BELO COPO DE ÁGUA...
OS RINS AGRADECEM.
ESPERAR POR UMA NOITE COM SONHOS QUE NÃO CANSEM...
sábado, 8 de maio de 2010
FRAGMENTOS DO OSTRACON
Faz algum tempo que escrevi esse texto, mas ele ainda tem algum significado; essa noite não conseguia dormir, li algumas páginas do livro do Bérgson e... fui atraída pela saudade de minha caixa de Pandora... que não tem sido lida e nem abastecida há semanas... passei boa parte da manhã relendo... relendo... uma história para um belo livro...
Meu caro:
"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
Portanto, segundo Nietzsce estou acima de qualquer julgamento moral, pois o que sinto vem antes de qualquer convenção ou determinação humana, vai além do humano. Portanto, se não estiver sentindo o mesmo, não precisa sentir-se culpado, pois:
"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."
Além disso, nós sabemos que...
"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas."
Temos a morte, as mudanças de humor, os rumos das histórias, os medos, tudo pode alterar nossos conceitos e sentimentos a todo momento... Contudo devemos ter algo a oferecer um ao outro, pois,
"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia."
Estamos loucos, porém não devemos nos preocupar com essa insanidade temporária/eterna, já que:
"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
A loucura está em nos desvendar-mos para nós mesmos, mostrar do que somos capazes, estarmos nus, sem máscara, pedirmos o que queremos... e a razão está em tentarmos NÃO ser hipócritas como os outros que fingem não sentir, por moralismo ou por incapacidade, a vida intensamente.
"Torna-te aquilo que és."
Mas cuidado, se não está preparado para os acontecimentos posteriores ao prazer... pense que...
"Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem."
Ela sente, vibra, reage como uma bomba, o pavio é curto e o estrago é grande, tudo que é intenso tende a deixar sequelas, mas você já deve saber disso, sendo um além do homem, onde...
"O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso."
Não quero que seja só um jogo onde há uma disputa por ganhadores, pois, inevitavelmente, haverá perdedores... quero estar e ser... somente....sem rótulos e muitas explicações do inexplicável.... melhor sentir que ruminar.
No universo há uma causalidade imanente, sejamos este cosmo onde as leis agem por si mesmas... sem determinismos transcendentes ou mecanicismos, somente... agem.
"É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela."
Porém, eu sei muito bem, que um parto é doloroso, mas o que vem é tão doce que se esquece todo processo... não se assuste, pois quanto mais próximos estivermos, mais difícil será nossa aproximação. Saiba que...
"A vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo."
E ninguém vai entender, o rebanho está preso ao solo, não consegue elevar-se além do humano demasiadamente humano, seremos julgados e condenados como pessoas vulgares, fracas e egoístas... mal sabem que para serem valorosos, fortes e altruístas devem se arriscar, sair do chão do senso comum, buscar todos os sentidos físicos e emocionais, viajar. Não me preocupo, afinal,
"Quanto mais me elevo, menor fico aos olhos de quem não sabe voar."
Mas não tenho medo de altura, nem de profundidade... quero descobrir com você, até onde posso chegar...
"Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos."
E se tudo isso vir a se apagar, como as estrelas e a vida, ficarão as poesias...para isso essa arte existe... eterniza tudo...até a própria morte.
"Temos a arte para não morrer de verdade."
Essa é a questão:
Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?
Se não quer fazer o eterno retorno a sua cotidianidade, então está vivendo uma vida morta... eu sou o caminho... a verdade... e a vida... vem!!!! rsrsrsrs
A acomodação faz de nós aquilo que não somos, zumbis de uma realidade morna, sonsa, inconsistente, salobra... cuidado....
"Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você."
Queremos falar, ouvir, nos comunicar, porém...
"É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil."
Principalmente, se essas pessoas estão surdas, mudas e cegas para nossas palavras, gestos e silêncios, quando estão tetraplégicas para os nossos toques...
"A vida mais doce é não pensar em nada."
Quando sinto, estou alegre... quando racionalizo... meus olhos enchem de lágrimas...
A escolha é sua, para a vitória ser sua, sem muletas ou pecados...
"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o!"
E que dure para sempre, na vida ou na poesia... pois...
"Não é a intensidade dos sentimentos elevados que faz os homens superiores, mas a sua duração."
Às vezes as gentilezas quando chegam tardiamente causam mais nojo e piedade do que carinho e perdão... temos o nosso tempo de espera... cansei de esperar... foram anos ... agora minha espera é outra...
"Culpamos as pessoas das quais não gostamos pelas gentilezas que nos demonstram."
Mas é necessário cautela, não se gosta sozinho, não se deseja sozinho, não se apaixona sozinho, não se..... ama sozinha... o outro... cautela... o outro precisa querer... pois o querer sozinho não é ser platônico, é ser burro, abaixo o tempo dos asnos!!!!!
"O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo."
Sejamos criativos, criadores, deuses do nosso hoje, da nossa necessidade, da nossa existência feliz...
"Querer a verdade é confessar-se incapaz de criá-la."
Vamos nos permitir (Ivan Lins), mesmo se for uma tolice...
"Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo aos melhores contra-argumentos: sinal do caráter forte. Também uma ocasional vontade de se ser estúpido."
Vamos a exaustão, buscar-nos em todos os lugares, em mim, em você... quero ter-me de volta, devolva-me...
"O homem precisa daquilo que em si há de pior se pretende alcançar o que nele existe de melhor."
Eu quero muito... demoradamente muito... exaurir-te... consumir-me... deixe o pouco para o rebanho, não o pouco de você, pois de ti quero TUDO, até os passos que ficaram... não sou como...
"a maioria, quão pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável!"
Que agradável será a nossa conversa, sem Nietzsche, sem teclado, sem linha, só falar e ouvir.... olhar .... cheirar.... quem sabe com sorte (?).... tocar....
Você também me deixa (va) mais esclarecida, mais viva, mais.... FELIZ!!!!
Saudades
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