Mostrando postagens com marcador Ética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ética. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Como podemos usar o guarda-chuva para banalizar o mal???

Essa obra foi produzida para a exposição da Semana de Portinari de 2019. Não se pensava em vírus, nem em pandemia e nem na utilização do guarda-chuva de forma tão macabra. Já são mais de 100.000 mortos no Brasil pelo covid-19, será que teremos essa quantidade de guarda-chuva para disfarçarmos a banalidade do mal??? Nessa obra quis ressaltar a fragilidade humana, tão preso a sua imagem, tão travado na estrutura que foi criada para controlá-lo. Quem determinou o que é necessário e o que é contingente em nossa vida? Quem colocou a importância e a prioridade que cada coisa tem? Quem diz, nessa modernidade líquida, o que deve ser mantido e o que deve ser diluído na urgência de angústias??? Então, agora entendi o que é uma obra universal. Agora entendi o que é uma instalação macabra. Ficar horrorizado com a arte em um museu e passar desapercebido por um corpo coberto por objeto em um hipermercado. Tempos difíceis esses de uma sociedade cada vez mais instrumentalizada em sua razão.
 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Na arte e na vida filosofia rima com pandemina.

Quero retomar minhas postagens aqui, em plena pandemia, mostrando a que eu vim, ou melhor, a que eu voltei, disposta a escancarar a moral do rebanho e desnudar a hipocrisia da sociedade posta como necessária a nossa sobrevivência. Essa sociedade está em frangalhos sendo devorada pelos abutres do capitalismo. Triste ver mais de 100.000 mortos numa mistura de tragédia biológica com tragédia humana, parte o vírus matou por acaso, parte o ser humano expôs a vida à prova de propósito. E assim segue a carruagem, entre o bom senso dos que podem ficar em casa e se protegem e o risco de quem não pode ficar em casa cruzando com os que não se protegem e nem protegem ninguém de sua ignorância. Humano, demasiado humano cuja vida vale menos que um passeio no shopping.
"Enterro em redes. O que a banalização do mal pode causar aos seres humanos". Projeto Pintura Mural Casa de Portinari 2020. 50 anos da Casa de Portinari - Brodowski. Óleo s/ tela. 50X70.
#filosofiafeminista 

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

ÉTICA - AULA 6

ÉTICA II

Ética: é a área da filosofia que investiga os problemas colocados pelo agir humano enquanto relacionado com valores morais. Busca assim discutir e fundamentar os juízos de valor a que se referem as ações quando neles fundam seus objetivos, critérios e fins.
(ANTONIO JOAQUIM SEVERINO)


REVISANDO OS PRINCIPAIS CONCEITOS

»A ética não se confunde com a moral.
A moral é a regulação dos valores e comportamentos
 Considerados legítimos por:
Uma determinada sociedade
Um povo
Uma religião
Uma certa tradição cultural
Há morais específicas/grupos sociais mais restritos:
Uma instituição pública/privada
Um partido político



TODA AÇÃO É MORAL?

»Há muitas e diversas morais
Uma moral é um fenômeno social particular
 Não tem compromisso com a universalidade
 Com o que é válido e de direito para todos os homens
 Exceto quando atacada:
Justifica-se se dizendo universal, supostamente válida para todos.
Mas, então, todas e quaisquer normas morais são legítimas?



DA MORAL À ÉTICA

Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais?
Existe
Essa forma é o que chamamos de ÉTICA.
A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade.
Mas ela não é puramente teoria.
A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação.
Historicamente produzidos
Balizador das ações humanas


FUNÇÃO DA ÉTICA

Ética
Referência para os seres humanos em sociedade,
Cada vez mais humana.
Pode e deve ser incorporada pelos indivíduos
Sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana
Capaz de julgar criticamente os apelos a críticos da moral vigente
Porém
Ética e moral
Não são um conjunto de verdades
Fixas, imutáveis
Estão em tensão permanente
Ética: função
A ética historicamente
Se move
Se amplia 
Se adensa
Ex.: A escravidão foi considerada "natural".


CARACTERÍSTICAS DA ÉTICA

A ética
Ilumina a consciência humana
Sustenta e dirige as ações do homem
Norteia a conduta individual e social. 
É um produto histórico-cultural
Define para cada cultura e sociedade:
O que é virtude
O que é bom ou mal
Certo ou errado
Permitido ou proibido


ÉTICA UNIVERSAL

 Ética é universal
 Quando estabelece um código de condutas morais
 Válidos para todos os membros de uma determinada sociedade


ÉTICA RELATIVA

Ética é relativa
Ao contexto onde vivem e agem os sujeitos  éticos
Social
Político
econômico


 POR QUE A ÉTICA É NECESSÁRIA E IMPORTANTE? 

A ética
Principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade.
Referência a princípios humanitários fundamentais comuns a todos os povos, nações, religiões
Sem as quais
A humanidade já teria se despedaçado até à autodestruição. 


DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

A ética não garante o progresso moral da humanidade.
Princípios (da teoria a prática: cumprimento)
Justiça
Igualdade de direitos
Dignidade da pessoa humana
Cidadania plena
A "declaração universal dos direitos humanos", pela ONU (1948)
Demonstração de o quanto a ética é necessária e importante.
Como teoria dos acordos da nações, para sua prática.


CUMPRIMENTO DAS NORMAS ÉTICAS

Constituições brasileira incorporou as normas da ONU em 1988
É preciso que cada cidadão e cidadã incorporem esses princípios como uma atitude prática diante da vida cotidiana
Pautar-se por eles: 
Exercício pleno da cidadania (ética) 
Colisão frontal com a moral vigente
Sob pressão dos interesses
econômicos e de mercado
Degenerações.


POR QUE SE FALA TANTO EM ÉTICA HOJE NO BRASIL?

Não só no Brasil se fala muito em ética hoje.
Mas temos motivos de sobra para nos preocuparmos com a ética no Brasil.
O fato é que em nosso país assistimos a uma degradação moral acelerada, principalmente na política.
 Ou será que essa baixeza moral sempre existiu?
Será que hoje ela está apenas vindo a público?
São motivos suficientes para uma reação ética dos cidadãos conscientes de sua cidadania.


ÉTICA NO BRASIL

Desenvolvimento econômico
Vigente no Brasil
Situações práticas contrárias aos princípios éticos:
Gera desigualdades crescentes
Gera injustiças
Rompe laços de solidariedade
Reduz ou extingue direitos
Lança populações inteiras a condições de vida cada vez mais indignas


NORMATIZAÇÃO DA BARBÁRIE

Convivendo com situações escandalosas
O enriquecimento ilícito de alguns
A impunidade de outros
A prosperidade da hipocrisia política de MUITOS
Se não reagir pelos direitos proclamados por nossa constituição.
Civis
Políticos
Sociais


ÉTICA E CONVIVÊNCIA HUMANA

Ética
Intimamente ligada
Convivência humana
Problemas da convivência humana
Geram o problema da ética


NECESSIDADE DA ÉTICA

Há necessidade de ética
Os seres humanos não vivem isolados
Os seres humanos convivem não por escolha
Convivência implica sua constituição vital.
Há necessidade de ética 
Porque há o outro ser humano
Imediato, próximo, com quem convivo, ou casual
No futuro (temporalidade)
Está presente em qualquer lugar (espacialidade)


EU E O OUTRO

O princípio fundamental que constitui a ética é este
O outro é um sujeito de direitos.
Sua vida deve ser digna tanto quanto a minha deve ser.


ÉTICA COMO FUNDAMENTO
Ver imagem em tamanho grande
Fundamento
Do direitos e da dignidade do outro
Sua própria vida e a sua liberdade (possibilidade)
Viver plenamente.


ÉTICA E AMOR

As obrigações éticas da convivência humana
Pautar
não apenas por aquilo que já temos
já realizamos
já somos
mas, tudo aquilo que poderemos vir a ter
 a realizar
a ser.
As nossas possibilidades de ser são:
parte de nossos direitos e de nossos deveres
partes da ética da convivência.
A atitude ética é uma atitude de amor pela humanidade.


AMOR A HUMANIDADE

Para Hannah Arendt (1906-1975):

“A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus antepassados, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada ser humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender. Com simples sinais e sons poderiam comunicar as suas necessidades imediatas e idênticas.” 



TODAS AS IMAGENS FORAM RETIRADAS DA INTERNET - GOOGLE IMAGEM



Vídeo – Nós que aqui estamos por vós esperamos (1998)
Título Original: Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos
Gênero: Documentário
Origem/Ano: BRA/1999
Duração: 73 min
Direção: Marcelo Masagão


Bibliografia Complementar – Escritos de Filosofia IV: Introdução à Ética Filosófica 1 Cód. do Produto: 133614 HENRIQUE CLAUDIO DE LIMA VAZ




sábado, 26 de setembro de 2009

ÉTICA - AULA 5

Ética na filosofia contemporânea

“Tudo que é sólido se desmancha no ar”
A contemporaneidade procura o valor que nos devem nortear diante de uma razão que não deu conta de resolver os problemas da humanidade.
Mundo em Movimento



HEGEL E A HISTÓRIA DO ABSOLUTO
Ver imagem em tamanho grande
Se Hegel fosse vivo, diria: a Razão é negra.
“Se olharmos a história racionalmente, ela nos olhará racionalmente de volta”. Essa citação de Hegel expõe, em linhas gerais, o que o filósofo alemão compreende por Filosofia da História; ou seja, a observação refletida dos fatos históricos. O Idealismo Absoluto de Hegel não permite uma separação entre realidade e pensamento, o que não significa que a História deva ser, em vez da expressão mais fiel dos dados, uma composição por especulação filosófica. A conclusão que expõe a razão na história, verificada em seu olhar que dirige-se de volta ao filósofo, é o resultado da análise filosófica dos fatos expostos na História. Essa conclusão é única e necessária, e tem grande importância na Filosofia sistemática de Hegel, pois, o Espírito, que é razão, se autodesenvolve na História.

Hegel apresenta a perspectiva Homem – Cultura e História, sendo que a ética deve ser determinada pelas relações sociais. Como sujeitos históricos culturais, nossa vontade subjetiva deve ser submetida à vontade social, das instituições da sociedade. Desta forma a vida ética deve ser “determinada pela harmonia entre vontade subjetiva individual e a vontade objetiva cultural”. Instintivamente vamos seguindo a história, ou em desacordo mudar os valores.


Kierkgaard e a ética da angústia

Exposta em três tratados:
Estudos no Caminho da Vida, A Alternativa e Equilíbrio da estética e a Ética na formação da personalidade.
O salto entre os estágios existenciais em geral comporta a categoria do desespero.
Três formas de desespero: em-debilidade; o -reto e o demoníaco.
Os verdadeiros desesperados, são aqueles que ignoram o desespero.
doença mortal quando seu resultado é a sujeição do homem ao seu eu desesperado
Nele a morte é justamente o não poder morrer.
É na consciência que o desespero cresce em profundidade.
A imensa maioria vive em desespero, embora sentido apenas num nível bem inferior.
vida separada do bem, uma existência completamente a-espiritual a tal ponto que nem faria sentido chamá-los de pecadores.
O mal autêntico consiste em deixar-se em tal estado de ignorância em que se perde a consciência dos próprios atos e da própria qualidade moral.
Abaixo do que é autenticamente humano, à situação em que se torna impossível discernir o bem do mal.

Envolve a salvação e a perdição, o orgulho diabólico e a humildade cristã, o abandono e a eleição, a verdade e a mentira, a eternidade e o tempo.
É preciso desejar o desespero com sinceridade. Isto porque quem o deseja verdadeiramente, ao mesmo tempo também se liberta do desespero.


Arthur Schopenhaur – o pessimismo

Só os estúpidos esperam a velhice e a doença para perceberem a tristeza da condição humana.
A filosofia
uma construção teórica indiferente à vida
compreensão prática da vida, que lhe dá forma e que a orienta
sabedoria e cuidado de si mesmo.
Eudemonologia = arte de ser feliz.
Pretender que uma grande inteligência acredite seriamente numa religião cristã, ou em qualquer outra religião, é como pretender que um gigante calce uns sapatos de anão.

O sono é um pedaço de morte que nós, antecipando, pedimos emprestado com o objectivo de renovar a vida devastada no dia anterior. É um empréstimo pedido à morte. O sono endivida-se perante a morte para conservar a vida.
A condição para ser sábio é viver num mundo de loucos.
Não contem a noção de dever mas a noção de renúncia. Schopenhauer propõe uma santidade cristã que é meio caminho para o nirvana hindu. No homem a vontade é algo de que ele tem consciência como vontade de viver e ao mesmo tempo consciência de permanente insatisfação com o que ele é (segundo conhecimento, depois do conhecimento da vontade, é o da sua insatisfação) com o que faz, de modo que a única salvação é a superação da vontade de viver.A única salvação definitiva é a superação da vontade de viver. Para anular a vontade: a renúncia, como fazem os santos, e o nirvana da filosofia hindu (budismo e bramanismo).
A vontade é constante dor.
Isto faz que a sua filosofia seja um rigoroso pessimismo.  



Friedrich Nietzsche – vida

15 de outubro de 1844 em Röcken, localidade próxima a Leipzig. Karl Ludwig, seu pai, pessoa culta e delicada, e seus dois avós eram pastores protestantes. 
Em 1849, seu pai e seu irmão faleceram, cresceu, em companhia da mãe, duas tias e da avó. Criança feliz, modelo, dócil e leal, seus colegas de escola o chamavam "pequeno pastor". 
Em 1858, escola de Pforta, afasta-se do cristianismo devido a influência acadêmicas. Excelente aluno em grego, dedicou-se a filosofia. A partir de O Mundo como Vontade e Representação, de Schopenhauer (1788-1860).
Em 1867, foi chamado para prestar o serviço militar, mas teve um acidente. Voltou então aos estudos na cidade de Leipzig. 
amizade com Richard Wagner (1813-1883) Em 1871, publicou O Nascimento da Tragédia.
Terminada a licença da universidade para que tratasse da saúde em 1880, publicou O Andarilho e sua Sombra: um ano depois apareceu Aurora, com a qual se empenhou "numa luta contra a moral da auto-renúncia". Durante o verão de 1881, Nietzsche residiu em Haute-Engandine, onde teve a intuição de O Eterno Retorno.
Em 1882, propôs-lhe casamento e foi recusado, mas Lou Andreas Salomé desejou continuar sua amiga e discípula. No outono de 1883 voltou para a Alemanha residindo em Naumburg, com da mãe e da irmã.
Depois de 1888, Nietzsche passou a escrever cartas estranhas. Acabou sendo internado em Basiléia, onde foi diagnosticada uma "paralisia progressiva".
Nietzsche faleceu em Weimar, a 25 de agosto de 1900.

Friedrich Nietzsche – o além do homem
Na sua Filosofia há uma interpretação que conduz da dissolução da metafísica à ética do amor fati. A sua Filosofia, mormente a que se inicia com Assim falava Zaratustra, tem como questão central a construção de uma ética apresentada, nesse livro, como ética do amor fati. Os temas que constituem a vertente positiva do seu pensamento – vontade de potência, eterno retorno e além-do-homem – inter-relacionam-se a partir da perspectiva dessa ética que requer, como condicionante de sua compreensão, a superação da metafísica. O móvel condutor de suas análises está determinado pela afirmação incondicional da vida e é nessa afirmação que julgamos encontrar elementos para sustentar a hipótese da presença de uma ética no conjunto de sua obra afirmativa, ainda que se configure de modo diverso das formulações anteriores. 

A idéia do Super-homem de Nietzsche era de um ser que haveria alcançado o estágio superior, separando-se da piedade, do sofrimento, da tolerância e da fraqueza. Esse super-homem estaria sempre em um estado de renascimento e crescimento, sendo também capaz de determinar o bem e o mal sem a intromissão dos pontos de vista da igreja ou da sociedade. A felicidade desse super-homem só seria alcançada pela capacidade de determinar seus próprios valores, que deveriam estar sempre em estado constante de mudança, que era a fonte do prazer.


Ludwig feuerbach – o ser absoluto

A situação material em que o homem vive é que o cria. Feuerbach nega o conceito de que exista primeiro a idéia e depois a matéria. Para ele a maçã real precede a idéia da maçã. Afirma que deveríamos entender Hegel de cabeça para baixo. Para Feuerbach, Hegel descreve o homem de ponta-cabeça.

O homem quer agir para o bem dos outros, pelo bem geral. Tais atos não unem simplesmente o Eu e o Tu, mas fundem os indivíduos num povo. Portanto, o homem, deve ser elevado à vida política, que seria o campo das verdadeiras relações entre os homens. 
"A amizade é sublime: nela resplandece a força da humanidade.“ (Feuerbach) 

Karl Marx - vida

Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) foi um intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista moderna, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.
O pensamento de Marx influencia várias áreas, tais como Filosofia, História, Sociologia, Ciência Política, Antropologia, Psicologia, Economia, Comunicação, Arquitetura e outras. Em uma pesquisa da rádio BBC de Londres, realizada em 2005, Karl Marx foi eleito o maior filósofo de todos os tempos.
Marx – crítica ao capitalismo

A teoria marxista é, substancialmente, uma crítica radical das sociedades capitalistas. Mas é uma crítica que não se limita a teoria em si. Marx, aliás, se posiciona contra qualquer separação drástica entre teoria e prática, entre pensamento e realidade, porque essas dimensões são abstrações mentais (categorias analíticas) que, no plano concreto, real, integram uma mesma totalidade complexa.

O marxismo constitui-se como a concepção materialista da História, longe de qualquer tipo de determinismo, mas compreendendo a predominância da materialidade sobre a idéia, sendo esta possível somente com o desenvolvimento daquela, e a compreensão das coisas em seu movimento, em sua inter-determinação, que é a dialética. Portanto, não é possível entender os conceitos marxianos como forças produtivas, capital, entre outros, sem levar em conta o processo histórico, pois não são conceitos abstratos e sim uma abstração do real, tendo como pressuposto que o real é movimento.

Marx – ética do proletariado

Karl Marx compreende o trabalho como atividade fundante da humanidade. E o trabalho, sendo a centralidade da atividade humana, se desenvolve socialmente, sendo o homem um ser social. Sendo os homens seres sociais, a História, isto é, suas relações de produção e suas relações sociais fundam todo processo de formação da humanidade. Esta compreensão e concepção do homem é radicalmente revolucionária em todos os sentidos, pois é a partir dela que Marx irá identificar a alienação do trabalho como a alienação fundante das demais. E com esta base filosófica é que Marx compreende todas as demais ciências, tendo sua compreensão do real influenciado cada dia mais a ciência por sua consistência.

John Stuart Mill e a autonomia

Filho de James Mill. Nasce em Londres. Teve Bentham como professor. Estuda direito e filosofia. Visita França em 1821. Funcionário da Companhia das Índias Orientais de 1823 a 1858. Deputado em Westminster. Tenta conciliar o utilitarismo com o positivismo. Discípulo do utilitarismo de Bentham.Empirismo como fonte do conhecimento. Influencia o liberalismo. No fim mostra simpatia pelas teorias socialistas.
Sistematizam um conjunto de leis do liberalismo:

a lei do interesse pessoal ou princípio hedonístico (cada individuo procura o bem e a riqueza e evita o mal e a miséria), a lei da concorrência, a lei da população, a lei do salário, a lei da renda e a lei da troca internacional (o país mais pobre e menos industrializado beneficia sempre com a liberdade do comércio). 
Inteiramente liberal quanto à produção, defendendo o liberalismo concorrencial, considera que a justiça social, isto é a acção do Estado, pode intervir na distribuição :"a sociedade pode submeter a distribuição da riqueza às regras que lhe parecerem melhores".


Augusto Comte: AMOR, ORDEM E PROGRESSO

O estado positivo caracteriza-se pela subordinação da imaginação pela observação. Cada proposição enunciada de maneira positiva deve corresponder a um fato particular ou universal.

A filosofia positiva ao contrário dos estados teológico e metafísico considera impossível a redução dos fenômenos naturais a um só princípio (Deus, natureza ou outro experiência equivalente).
Essa unidade do conhecimento é individual e coletiva;
isso faz da filosofia positiva o fundamento intelectual da fraternidade entre os homens, possibilitando a vida prática em comum. A união entre a teoria e a prática seria muito mais íntima no estado positivo do que nos anteriores, pois o conhecimento das relações constantes entre os fenômenos torna possível determinar seu futuro desenvolvimento.

O conhecimento positivo caracteriza-se pela previsibilidade: “ver para prever” é o lema da ciência positiva. A previsibilidade científica permite o desenvolvimento da técnica e, assim, o estado positivo corresponde à indústria, no sentido de exploração da natureza pelo homem.
Em suma, o espírito positivo instaura as ciências como investigação do real, do certo e indubitável, das verdades absolutas, do precisamente determinado e do útil. Nos domínios do social e do político, o estágio positivo do espírito humano marcaria a passagem do poder espiritual para as mãos dos sábios e cientistas e do poder material para o controle dos industriais. 


O existencialimo

O ser no mundo
O homem nasce do homem
A finitude, a contingência e a fragilidade da existência humana; a alienação, a solidão e a comunicação, o segredo, o nada, o tédio, a náusea, a angústia e o desespero; a preocupação e o projeto, o engajamento e o risco, são alguns dos temas principais de que se tem ocupado os representantes do existencialismo.

Jean Paul Sartre

“Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens." 


Simone de Beauvoir

"Que nada nos limite.
Que nada nos defina.
Que nada nos sujeite.
Que a liberdade seja a nossa própria substância.”
Em 1949, a sociedade francesa foi abalada por um contundente ensaio publicado por uma das mais famosas escritoras do país: Simone de Beauvoir. O título era O Segundo Sexo, livro que desde então correu o mundo e contribuiu definitivamente para a emancipação da mulher contemporânea.

As oportunidades do indivíduo não as definiremos em termos de felicidade, mas em termos de liberdade.


Heidgger 

O ponto de partida do pensamento de Heidegger, principal representante alemão da filosofia existencial, é o problema do sentido do ser.
Aborda a questão tomando como exemplo o ser humano, que se caracteriza precisamente por se interrogar a esse respeito.

O homem está especialmente mediado por seu passado: o ser do homem é um "ser que caminha para a morte" e sua relação com o mundo concretiza-se a partir dos conceitos de preocupação, angústia, conhecimento e complexo de culpa.
O homem deve tentar "saltar", fugindo de sua condição cotidiana para atingir seu verdadeiro "eu".


Edmund Husserl

A ética a partir de três eixos temáticos, que se complementam:
a relação entre razão teórica e razão prática no interior da fenomenologia
o conceito de humanidade autêntica
a reflexão fenomenológica sobre a esfera do estrangeiro.
Parte-se do pressuposto segundo o qual o pensamento abre caminho para uma superação de duas atitudes éticas radicais: o ceticismo de caráter biológico e o universalismo abstrato. 

Pelo fato de conceber idéias, o homem se torna um homem novo, que, vivendo na finitude, se orienta para o polo do infinito.
“Penso algo pensado”


Escola de Frankfurt e o totalitarismo

Se enfrentar a crise filosófica e a crise política constituíram algumas importantes premissas da referida corrente de pensamento, que abordou temas essenciais como a problematização do conhecimento, a indústria cultural e as suas estruturas ideológicas e alienantes de dominação, certamente que muitos dos seus postulados podem ser úteis para a compreensão do mundo que vivemos.
Indústria Cultural


Homem unidimensional

Arte ascessível

Proletariado transformador

Consumismo 



Pós-modernidade e a ética da linguagem

Pretensão de sentido (compartilhamento de sentido com outros - com uma comunidade ilimitada de comunicação), pretensão de sinceridade e pretensão de direito moral.
Essa é uma nova característica da ética do discurso. Pois, agora, a pressuposição metodológica é o "eu argumento", pois sou membro de uma comunidade real e estou, ao mesmo tempo, antecipando estruturas de uma comunidade ideal, pois devo dirigir meus argumentos a essa sociedade. Devo supor a pretensão à verdade para todo componente dessa sociedade ideal.

Não posso pensar, ter pretensões à verdade, argumentar seriamente, sem pressupor as normas éticas fundamentais de uma sociedade ideal livre. Devo, desde o início, reconhecer que todos os componentes têm direitos iguais para perguntar, responder, etc. Eles são corresponsáveis comigo em qualquer questão relevante. Todos têm de ser iguais em termos de deveres e direitos. Assim, a ética aparece logo no início quando procuramos o que é pressuposto no estudo de teorias. Esse é o ponto principal.