Essa obra foi produzida para a exposição da Semana de Portinari de 2019. Não se pensava em vírus, nem em pandemia e nem na utilização do guarda-chuva de forma tão macabra. Já são mais de 100.000 mortos no Brasil pelo covid-19, será que teremos essa quantidade de guarda-chuva para disfarçarmos a banalidade do mal??? Nessa obra quis ressaltar a fragilidade humana, tão preso a sua imagem, tão travado na estrutura que foi criada para controlá-lo. Quem determinou o que é necessário e o que é contingente em nossa vida? Quem colocou a importância e a prioridade que cada coisa tem? Quem diz, nessa modernidade líquida, o que deve ser mantido e o que deve ser diluído na urgência de angústias??? Então, agora entendi o que é uma obra universal. Agora entendi o que é uma instalação macabra. Ficar horrorizado com a arte em um museu e passar desapercebido por um corpo coberto por objeto em um hipermercado. Tempos difíceis esses de uma sociedade cada vez mais instrumentalizada em sua razão.
Este espaço foi criado para que outras pessoas existam mais do que eu mesma... outras pessoas dentro de mim... mais que heterônimas, homônimas, máscaras... pessoas que sou muito mais que eu mesma... pois quando as sou... sei que não preciso mais representar.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2020
domingo, 1 de novembro de 2009
A verdade é o mito.
O que existe e o que é verdade?
A filosofia apresenta olhares sobre esse conceito:
- Se pensarmos em termos materialistas/empiristas: só existe aquilo que os nossos sentidos podem comprovar, ou seja, nossa experiência, sensações (Locke). Nesse ponto de vista então, não existe nada confiável que não seja materialmente percebido.
- Se pensarmos em termos idealistas: primeiro existe o pensamento (para Hegel: ele apenas; ou aquilo que ele pensa), então, para os idealistas a matéria pode ser dependente da idéia que fazemos dela (Descartes), pode também ser apenas fruto da representação de nossas vontades (Schopenhauer).
- Já para Kant e os kantianos, o conhecimento verdadeiro só pode surgir do a priori (razão) mais o a posteriori (experiência). Uma forma de dizer que a verdade existe na aceitação de tudo?
Pensando assim, podemos dizer que tudo o que pensamos é verdade, pois a partir do momento que é pensado, já existe; ou que tudo que experienciamos não existe, vivendo nós numa ilusão mental constante, enganados pelas ilusões que criamos...
De qualquer forma, desde a valorização da razão, a ciência e a filosofia tem buscado desqualificar o mito (como primitivo e sem sentido) esquecendo seu caráter explicativo, organizativo e compensatório (Lévi-Strauss), e numa ousadia repudiada por Nietzsche, se colocaram como deuses... só os desconstrutivistas (Marcuse) para quebrar com a idéia de uma razão pura e salvadora para mostrar todo poder bélico e nocivo da lógica cientificista (Foucault)... somos braços de um polvo curioso e angustiado em sua existência pensante... ninguém deve estar autorizado a ser sua cabeça.
E por falar em mitos... vamos saborear alguns do nosso Brasil varonil, de tantas mentiras contemporâneas...
Angoéra - Anhangá - Arranca-Língua - Árvores Encantadas - Avati - Barba Ruiva - Boitatá - Boiúna - Boto - Cabeça de Cuia - Caipora - Cachorra da Palmeira - Cãoera - Caverá - Chimbuí - Chupa-cabras - Ci - Cobra Norato - Cuca - Cumacanga - Curupira - Iara - Lobisomem - Macunaíma - Mão-grande - Mapinguari - Mula-sem-cabeça - Negrinho do pastoreio - Negro D'Água - Papa-Figo - Pé-de-Anjo - Pé-de-Garrafa - Saci-Pererê - Tupi - Tutu - Vitória-Régia - Zumbi - Zumbi de Cavalo
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
ÉTICA - AULA 6
ÉTICA II

Ética: é a área da filosofia que investiga os problemas colocados pelo agir humano enquanto relacionado com valores morais. Busca assim discutir e fundamentar os juízos de valor a que se referem as ações quando neles fundam seus objetivos, critérios e fins.
(ANTONIO JOAQUIM SEVERINO)
REVISANDO OS PRINCIPAIS CONCEITOS

»A ética não se confunde com a moral.
►A moral é a regulação dos valores e comportamentos
• Considerados legítimos por:
≡Uma determinada sociedade
≡Um povo
≡Uma religião
≡Uma certa tradição cultural
•Há morais específicas/grupos sociais mais restritos:
≡Uma instituição pública/privada
≡Um partido político
TODA AÇÃO É MORAL?

»Há muitas e diversas morais
►Uma moral é um fenômeno social particular
• Não tem compromisso com a universalidade
• Com o que é válido e de direito para todos os homens
• Exceto quando atacada:
DA MORAL À ÉTICA

Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais?
Existe
Essa forma é o que chamamos de ÉTICA.
A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade.
Mas ela não é puramente teoria.
A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação.
Historicamente produzidos
Balizador das ações humanas
FUNÇÃO DA ÉTICA

Ética
Referência para os seres humanos em sociedade,
Cada vez mais humana.
Pode e deve ser incorporada pelos indivíduos
Sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana
Capaz de julgar criticamente os apelos a críticos da moral vigente
Porém
Ética e moral
Não são um conjunto de verdades
Fixas, imutáveis
Estão em tensão permanente
Ética: função
A ética historicamente
Se move
Se amplia
Se adensa
Ex.: A escravidão foi considerada "natural".
CARACTERÍSTICAS DA ÉTICA

A ética
Ilumina a consciência humana
Sustenta e dirige as ações do homem
Norteia a conduta individual e social.
É um produto histórico-cultural
Define para cada cultura e sociedade:
O que é virtude
O que é bom ou mal
Certo ou errado
Permitido ou proibido
ÉTICA UNIVERSAL

Ética é universal
Quando estabelece um código de condutas morais
Válidos para todos os membros de uma determinada sociedade
ÉTICA RELATIVA

Ética é relativa
Ao contexto onde vivem e agem os sujeitos éticos
Social
Político
econômico
POR QUE A ÉTICA É NECESSÁRIA E IMPORTANTE?

A ética
Principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade.
Referência a princípios humanitários fundamentais comuns a todos os povos, nações, religiões
Sem as quais
A humanidade já teria se despedaçado até à autodestruição.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

A ética não garante o progresso moral da humanidade.
Princípios (da teoria a prática: cumprimento)
Justiça
Igualdade de direitos
Dignidade da pessoa humana
Cidadania plena
A "declaração universal dos direitos humanos", pela ONU (1948)
Demonstração de o quanto a ética é necessária e importante.
Como teoria dos acordos da nações, para sua prática.
CUMPRIMENTO DAS NORMAS ÉTICAS

Constituições brasileira incorporou as normas da ONU em 1988
É preciso que cada cidadão e cidadã incorporem esses princípios como uma atitude prática diante da vida cotidiana
Pautar-se por eles:
Exercício pleno da cidadania (ética)
Colisão frontal com a moral vigente
Sob pressão dos interesses
econômicos e de mercado
Degenerações.
POR QUE SE FALA TANTO EM ÉTICA HOJE NO BRASIL?

Não só no Brasil se fala muito em ética hoje.
Mas temos motivos de sobra para nos preocuparmos com a ética no Brasil.
O fato é que em nosso país assistimos a uma degradação moral acelerada, principalmente na política.
Ou será que essa baixeza moral sempre existiu?
Será que hoje ela está apenas vindo a público?
São motivos suficientes para uma reação ética dos cidadãos conscientes de sua cidadania.
ÉTICA NO BRASIL

Desenvolvimento econômico
Vigente no Brasil
Situações práticas contrárias aos princípios éticos:
Gera desigualdades crescentes
Gera injustiças
Rompe laços de solidariedade
Reduz ou extingue direitos
Lança populações inteiras a condições de vida cada vez mais indignas
NORMATIZAÇÃO DA BARBÁRIE

Convivendo com situações escandalosas
O enriquecimento ilícito de alguns
A impunidade de outros
A prosperidade da hipocrisia política de MUITOS
Se não reagir pelos direitos proclamados por nossa constituição.
Civis
Políticos
Sociais
ÉTICA E CONVIVÊNCIA HUMANA

Ética
Intimamente ligada
Convivência humana
Problemas da convivência humana
Geram o problema da ética
NECESSIDADE DA ÉTICA

Há necessidade de ética
Os seres humanos não vivem isolados
Os seres humanos convivem não por escolha
Convivência implica sua constituição vital.
Há necessidade de ética
Porque há o outro ser humano
Imediato, próximo, com quem convivo, ou casual
No futuro (temporalidade)
Está presente em qualquer lugar (espacialidade)
EU E O OUTRO

O princípio fundamental que constitui a ética é este
O outro é um sujeito de direitos.
Sua vida deve ser digna tanto quanto a minha deve ser.
ÉTICA COMO FUNDAMENTO

Fundamento
Do direitos e da dignidade do outro
Sua própria vida e a sua liberdade (possibilidade)
Viver plenamente.
ÉTICA E AMOR

As obrigações éticas da convivência humana
Pautar
não apenas por aquilo que já temos
já realizamos
já somos
mas, tudo aquilo que poderemos vir a ter
a realizar
a ser.
As nossas possibilidades de ser são:
parte de nossos direitos e de nossos deveres
partes da ética da convivência.
A atitude ética é uma atitude de amor pela humanidade.
AMOR A HUMANIDADE

Ética: é a área da filosofia que investiga os problemas colocados pelo agir humano enquanto relacionado com valores morais. Busca assim discutir e fundamentar os juízos de valor a que se referem as ações quando neles fundam seus objetivos, critérios e fins.
(ANTONIO JOAQUIM SEVERINO)
REVISANDO OS PRINCIPAIS CONCEITOS
TODA AÇÃO É MORAL?
≡Justifica-se se dizendo universal, supostamente válida para todos.
►Mas, então, todas e quaisquer normas morais são legítimas?
DA MORAL À ÉTICA

Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais?
Existe
Essa forma é o que chamamos de ÉTICA.
A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade.
Mas ela não é puramente teoria.
A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação.
Historicamente produzidos
Balizador das ações humanas
FUNÇÃO DA ÉTICA

Ética
Referência para os seres humanos em sociedade,
Cada vez mais humana.
Pode e deve ser incorporada pelos indivíduos
Sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana
Capaz de julgar criticamente os apelos a críticos da moral vigente
Porém
Ética e moral
Não são um conjunto de verdades
Fixas, imutáveis
Estão em tensão permanente
Ética: função
A ética historicamente
Se move
Se amplia
Se adensa
Ex.: A escravidão foi considerada "natural".
CARACTERÍSTICAS DA ÉTICA
A ética
Ilumina a consciência humana
Sustenta e dirige as ações do homem
Norteia a conduta individual e social.
É um produto histórico-cultural
Define para cada cultura e sociedade:
O que é virtude
O que é bom ou mal
Certo ou errado
Permitido ou proibido
ÉTICA UNIVERSAL
Ética é universal
Quando estabelece um código de condutas morais
Válidos para todos os membros de uma determinada sociedade
ÉTICA RELATIVA
Ética é relativa
Ao contexto onde vivem e agem os sujeitos éticos
Social
Político
econômico
POR QUE A ÉTICA É NECESSÁRIA E IMPORTANTE?

A ética
Principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade.
Referência a princípios humanitários fundamentais comuns a todos os povos, nações, religiões
Sem as quais
A humanidade já teria se despedaçado até à autodestruição.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
A ética não garante o progresso moral da humanidade.
Princípios (da teoria a prática: cumprimento)
Justiça
Igualdade de direitos
Dignidade da pessoa humana
Cidadania plena
A "declaração universal dos direitos humanos", pela ONU (1948)
Demonstração de o quanto a ética é necessária e importante.
Como teoria dos acordos da nações, para sua prática.
CUMPRIMENTO DAS NORMAS ÉTICAS
Constituições brasileira incorporou as normas da ONU em 1988
É preciso que cada cidadão e cidadã incorporem esses princípios como uma atitude prática diante da vida cotidiana
Pautar-se por eles:
Exercício pleno da cidadania (ética)
Colisão frontal com a moral vigente
Sob pressão dos interesses
econômicos e de mercado
Degenerações.
POR QUE SE FALA TANTO EM ÉTICA HOJE NO BRASIL?

Não só no Brasil se fala muito em ética hoje.
Mas temos motivos de sobra para nos preocuparmos com a ética no Brasil.
O fato é que em nosso país assistimos a uma degradação moral acelerada, principalmente na política.
Ou será que essa baixeza moral sempre existiu?
Será que hoje ela está apenas vindo a público?
São motivos suficientes para uma reação ética dos cidadãos conscientes de sua cidadania.
ÉTICA NO BRASIL

Desenvolvimento econômico
Vigente no Brasil
Situações práticas contrárias aos princípios éticos:
Gera desigualdades crescentes
Gera injustiças
Rompe laços de solidariedade
Reduz ou extingue direitos
Lança populações inteiras a condições de vida cada vez mais indignas
NORMATIZAÇÃO DA BARBÁRIE
Convivendo com situações escandalosas
O enriquecimento ilícito de alguns
A impunidade de outros
A prosperidade da hipocrisia política de MUITOS
Se não reagir pelos direitos proclamados por nossa constituição.
Civis
Políticos
Sociais
ÉTICA E CONVIVÊNCIA HUMANA
Ética
Intimamente ligada
Convivência humana
Problemas da convivência humana
Geram o problema da ética
NECESSIDADE DA ÉTICA
Há necessidade de ética
Os seres humanos não vivem isolados
Os seres humanos convivem não por escolha
Convivência implica sua constituição vital.
Há necessidade de ética
Porque há o outro ser humano
Imediato, próximo, com quem convivo, ou casual
No futuro (temporalidade)
Está presente em qualquer lugar (espacialidade)
EU E O OUTRO
O princípio fundamental que constitui a ética é este
O outro é um sujeito de direitos.
Sua vida deve ser digna tanto quanto a minha deve ser.
ÉTICA COMO FUNDAMENTO
Fundamento
Do direitos e da dignidade do outro
Sua própria vida e a sua liberdade (possibilidade)
Viver plenamente.
ÉTICA E AMOR

As obrigações éticas da convivência humana
Pautar
não apenas por aquilo que já temos
já realizamos
já somos
mas, tudo aquilo que poderemos vir a ter
a realizar
a ser.
As nossas possibilidades de ser são:
parte de nossos direitos e de nossos deveres
partes da ética da convivência.
A atitude ética é uma atitude de amor pela humanidade.
AMOR A HUMANIDADE
Para Hannah Arendt (1906-1975):
“A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus antepassados, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada ser humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender. Com simples sinais e sons poderiam comunicar as suas necessidades imediatas e idênticas.”

TODAS AS IMAGENS FORAM RETIRADAS DA INTERNET - GOOGLE IMAGEM
TODAS AS IMAGENS FORAM RETIRADAS DA INTERNET - GOOGLE IMAGEM
Vídeo – Nós que aqui estamos por vós esperamos (1998)
Título Original: Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos
Gênero: Documentário
Origem/Ano: BRA/1999
Duração: 73 min
Direção: Marcelo Masagão
Bibliografia Complementar – Escritos de Filosofia IV: Introdução à Ética Filosófica 1 Cód. do Produto: 133614 HENRIQUE CLAUDIO DE LIMA VAZ
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Mulheres Filósofas
Segue alguns dados de mulheres na filosofia... algo tão raro e pouco divulgado pela sociedade patriarcal, machista e branca de nossa desgraçada sociedade ocidental, criadoras de fraquezas apolíneas em detrimento da superação dionisíaca...



























Antiguidade(Séc. VII - IV)
Safo de Lesbos(VII-VI a. C)

Poetisa e educadora nascida em Mitilene, na ilha de Lesbos. Rivalizou com o poeta Alceo e, junto com ele, representa a criação da poesia lírica grega, em contraposição à poesia épica (Homero). Da sua obra conservaram-se dez livros.
Aristocleia (Século V a. C.)
Aristocléa (também Aristocleia; grego: Ἀριστόκλεια), (do século V a.C.) foi uma sacerdotisa grega em Delfos na Grécia Antiga. Ela foi citada por muitos antigos escritores como uma tutora do filósofo e matemático Pitágoras (Entre 580 a.C. - 500 a.C.)
Theano (546 a. C. -)

Nascida em 546 a.C., viveu na última parte do século VI a.C. foi uma matemática grega. É também conhecida como filósofa e física. Theano foi aluna de Pitágoras e supõe-se que tenha sido sua mulher. Acredita-se que ela e as duas filhas tenham assumido a escola pitagórica após a morte do marido.
Aspásia de Mileto (470-410 a. C.)
Nascida em Mileto, pertenceu ao círculo da elite de Atenas onde conhece Péricles e com ele tem um filho. Como sofista da época, Aspásia também nada escreveu, e os relatos de sua habilidade como argumentadora e educadora, bem como sua influência política sobre Péricles encontram-se na obra de Platão.
Diotima de Mantinéia (427- 347 a C)
Personagem criada por Platão é apresentada como sábia no diálogo o Banquete. Não se sabe ao certo se existiu, mas acredita-se que sim. A ela atribui-se toda a teoria socrático-platônica do amor.
Asioteia de Filos (393 – 270 a C)
Ensinava física na Academia de Platão ao lado de outras mulheres que frequentavam a escola.
Hipárquia de Maroneia
Aristocrata, é elogiada por Diógenes Laertios pela cultura e raciocínio, comparando-a com Platão. Escreveu: “Cartas e Tragédias”.
Maria, a judia, ou Miriam (séc. I d C)

Viveu em Alexandria, seguidora do culto de Isis é considerada como a fundadora da alquimia. Entre os escritos está o livro de Magia Prática. Atribui-se a ela a descoberta do ácido clorídrico e é em homenagem às suas descobertas com o ponto de ebulição da água o nome de banho-maria.
Hipácia de Alexandria (415 d C)

Cultivou superiormente as matemáticas e a filosofia. Manteve viva a chama do pensamento helênico de raiz ateniense numa Alexandria dilacerada pelas lutas religiosas. Foi brutalmente assassinada por uma multidão de fanáticos cristãos.
Idade Média(Séc. V - XIV)
Hildegarda de Bigen (1098-1179)

Conhecida como terapeuta e visionária. Vasta obra de ciência natural sobre biologia e botânica, astronomia e medicina. Fundou um monastério em 1165, seus escritos místicos e teológicos filosóficos são de inspiração platônica.
Heloísa de Paráclito (1101-1164)
Francesa, foi abadessa do convento de Paráclito, uma comunidade monástica fundada pelo filósofo Pedro Abelardo, seu professor e amante.
A longa correspondência dos dois documenta a paixão e o debate que nutriam ao longo da vida (Correspondências ou Epístolas). Também escreveu um texto chamado “Problemata”.
Catalina de Siena (1347-1380)
Liderou uma comunidade heterodoxa de homens e mulheres, sendo considerada a última reformadora religiosa do período medieval. Escreveu “Diálogo da Doutrina Divina”.
Cristina de Pizan (1365-1431)
Considerada a primeira autora profissional. Sua obra mais famosa foi escrita em 1405, “A Cidade das Mulheres”. Questiona a autoridade masculina dos grandes pensadores e poetas que contribuíram para a tradição misógina e decide fazer frente às acusações e insultos contra as mulheres.
Idade Moderna(Séc. XV - XVIII)
Teresa de Jesus (de Ávila) (1515-1582)

A partir de 1562 começa a fundar monastérios das carmelitas descalças na Espanha, uma variante feminina da ordem da qual pertencia. Obras: “Caminho da Perfeição”, a autobiografia “Livro de sua Vida”, “Castelo Interior” ou “As Moradas”.
Louise Labé (1524-1566)
Francesa erudita, literata e música. Obras: “Sonetos”, “Debate entre a Loucura e o Amor”. Na dedicatória deste livro escreve uma espécie de manifesto das reivindicações femininas: o direito das mulheres à ciência e outros conhecimentos.
Mary Astell (1666-1731)
Uma pensadora que unificou suas convicções filosóficas e religiosas em uma visão feminista. Inovou o campo moral e pedagógico de sua época. Obras: “A Serious Proposal to the Ladies for the Advancement of their true and greater Interests” e “By a lover of her Sex”.
Mary Wollstonecraft (1739- 1797)
Escreveu seu primeiro livro em 1787, “Pensamentos sobre a Educação das Filhas”, onde se percebe a influência de Locke e Rousseau. Em 1790 escreve a “Reivindicação dos Direitos dos Homens” e, em 1792, sua obra mais importante, um tratado político-filosófico intitulado “A Reivindicação dos Direitos das Mulheres”.
Olímpia de Gouges (1748-1793)
São mais de quatro mil páginas de escritos revolucionários, peças de teatro, panfletos, novelas, sátiras, utopias e filosofia. Foi presa por questionar a escravidão dos negros; tomou posições em favor dos direitos da mulher (divórcio, maternidade, educação e liberdade religiosa) e defendeu oprimidos e humilhados com tal dedicação será condenada à guilhotina, em 1793.
De suas obras destacam-se: “Memórias de Mme. De Valmont”, “Carta ao Povo”, “Os Direitos da Mulher e Cidadã”.
Idade Contemporânea (Séc. IX - XX)
Rosa de Luxemburgo (1871-1919)
Publicava, em Paris, o Jornal A Causa Operária, em 1906. Participou sempre à esquerda das atividades do Partido Social Democrata Polonês e do III Congresso da Internacional Socialista. Foi presa diversas vezes. Em 1919 é assassinada pela polícia em uma prisão alemã. Obras: “Acumulação do Capital”, “Contribuição para a explicação do Imperialismo”, “Militarismo, guerra e classe operária”, “A revolução Russa.”
Lou Andreas-Salomé (1861-1937)

Em 1919 escreve seu primeiro ensaio de argumento psicológico, “O Erotismo”. Passou então a freqüentar o debate psicanalítico e encontrou os argumento que necessitava para articular seus maiores interesses: a arte, a religião e a experiência amorosa como pode se verificar em sua obra: “Reflexões sobre o problema do amor”, “Religião e Cultura”, “Jesus, o judeu”, “Meu agradecimento a Freud”.
Edith Stein (1891-1942)
Lecionava na Universidade de Gottinger. E 1915 presta serviço a Cruz Vermelha.Em 1925 dedica-se a uma intensa atividade, traduzindo obras de São Tomás de Aquino e Newman e publicando “Sobre o Estado e a Fenomenologia de Husserl”. Interessou-se pela questão feminina no campo filosófico e religioso, publicando “Ethos” das profissões das mulheres.
Morreu em 1942 em Auschwitz numa câmara de gás.
Maria Zambrano (1904-1991)

Em 1936 faz parte de um grupo de intelectuais que com missões pedagógicas, iniciam uma experiência de educação popular. A relação entre poesia e filosofia, o mito e a razão, a paixão e o intelecto, a obra e a ação, o papel dos intelectuais e o sentido da história parecem ser as principais preocupações de Maria Zambrano.
Hannah Arendt (1906-1975)
A partir de “As origens do Totalitarismo”, inicia uma reflexão dos acontecimentos de sua época; pensa de um modo novo a política e critica a tradição filosófica de seu tempo e seus contemporâneos.
Obras: “A condição Humana”, “Entre o passado e o futuro”, “Crises da República”, “Eichmann em Jerusalém”, “A banalidade do mal”, “A vida do Espírito. O pensar, o querer e o julgar”
Simone de Beauvoir (1908-1986)
Representante do Existencialismo. Colaboradora da Revista Tempos Modernos. Nas décadas de 50 e 60 viajou pelo mundo debatendo sua produção filosófica, com grupos políticos e feministas. O “Segundo Sexo”, obra sobre a condição feminina, transformou-se em ícone do movimento feminista. Escreveu também: “Por uma moral da ambiguidade”, “A força das coisas” e “Balanço final”, entre outros.
Foi professora mas, seguindo seu impulso político, decidiu fazer parte da classe operária. Seus textos refletem suas experiências e suas intuições, bem como seu percurso pelo marxismo até a religião. Obras: “Reflexões sobre as Causas da liberdade e da opressão social”, “Reflexões sobre a Origem do Hitlerismo”, etc.
Simone Weil (1909-1943)
Ativista radical dos anos 70 no movimento político Black Power- as panteras negras. Debate os conceitos de liberdade e liberação, bem como a reflexão sobre o sexismo e racismo, ao lado da classe e o poder. Seus escritos trazem um pensamento transformador para a reflexão filosófica no século XX.
BIBLIOGRAFIA
WUENSCH, Ana Miriam. As Mulheres e a Filosofia. Apostila do Curso de Extensão “As Mulheres e a Filosofia III – Existem Filósofas?”, CESPE, Universidade de Brasília, 2003.
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